Aracaju, 25 de Abril de 2017
Nem tudo muda


Há alguns anos foram iniciados no Brasil movimentos sociais que exigiam a liberação do aborto, da prostituição, do casamento gay (com adoção de filhos), etc. Esses movimentos, como todos os outros, a exemplo do que pede a liberação das drogas, são legítimos para os cidadãos. No entanto devemos lembrar que o Estado é laico, ele não fornece assistência religiosa à população. A Igreja não é do Estado. E a própria lei que constitui esse Estado faculta e garante ao cidadão o direito livre de culto.

 

Portanto, se pode reivindicar que o Estado aprove as práticas requeridas pelos integrantes desses movimentos sociais (como o casamento civil para entes do mesmo sexo), mas eles não podem exigir que as entidades religiosas tradicionais, independentes e autônomas sejam obrigadas pelo Estado a mudar suas regras e preceitos a fim de servir a interesses contrários. A Igreja não é uma entidade com princípios seculares, portanto não pode estar ao dispor de movimentos que adotam princípios eminentemente culturais.

 

No ano de 2013 a Marcha das Vadias saiu às ruas do Rio de Janeiro e afrontou a fé dos cristãos. Destruiu símbolos sagrados de religiões, ofendeu o sacerdote que preside a Igreja Católica por esta não se moldar aos seus costumes e práticas conflitantes com os princípios bíblicos. A Igreja, fundamentada nas Escrituras Sagradas, existe para mudar as pessoas, convertendo-as aos seus preceitos, não o contrário. Essa ideia de submeter a Igreja aos interesses pessoais é, antes de tudo antidemocrática, porque quer submetê-la forçosamente. Ao contrário da Igreja, que apenas chama os que voluntariamente desejam congregar.

 

Nos primeiros anos da ditadura militar no Brasil o governo referendou uma frase, criada por algum beneficiário daquela ordem estabelecida, destinada aos opositores do regime de exceção: “Brasil, ame-o ou deixe-o”. Atualmente, vivendo em tempos de futilidades em alta e da moda de “libertação” de antigos princípios e valores, quando presenciamos rápidas e profundas transformações na sociedade, copio a célebre frase para me referir à figura de Deus, o Criador: “Ame ou ignore-o”. Não se queira mudar os Seus princípios, os Seus valores, as Suas sentenças. Sejamos nós – e somos - os errados, os injustos, os levianos.

 

Quando a igreja cristã recusa o aborto, a prostituição, o homossexualismo, a poligamia, o enfraquecimento da família... defende os princípios bíblicos, inspirados no homem pelo Eterno. Deus não muda Sua natureza ao bel interesse de grupos sociais, ou em virtude da mudança dos costumes. A igreja representa os interesses de Deus, as Suas leis – as quais revelam o espírito (natureza) divino.

 

Quando quisermos matar os filhos não planejados (fetos têm vida como qualquer ser humano), usar o nosso corpo em criativas atividades sexuais – opostas a original, banalizar o matrimônio, ter vários cônjuges ou anular a autoridade dos pais, fiquemos à vontade para fazê-lo e assumamos a nossa independência e autonomia. Não queiramos pautar a igreja pelos nossos princípios e desejos nem fazer de Deus um agente de homologação do nosso eu.

Saiba mais
Manifeste
Comunicar erro
Utilize este espaço para comunicar erros encontrados
nas matérias publicadas pelo NE Notícias.


limite de caracteres:
Enviar




limite de caracteres:
Fale com o NE
Este é o seu contato direto com o NE. Preencha o
formulário e envie o seu recado.


digite o código abaixo e clique em enviar
    
NE no Facebook      NE no Facebook
NE no Twitter      NE no Twitter
Desenvolvimento: Goweb Tecnologia
Projeto Gráfico NE Notícias - Leia hoje as notícias de amanhã Todos os direitos reservados