Aracaju, 21 de Fevereiro de 2017
ENSINAMENTOS CRISTÃOS


Um ensaio sobre a fé

 

Aquele a quem chamamos de Deus é o nosso Criador e Pai.  Um dia, Deus gerou o espírito do homem no corpo que criou. Deus soprou nas suas narinas e lhe concedeu o espírito, que dá entendimento, consciência e discernimento do que é certo e do que é errado, o que é o bem e o que é o mal (o bom e o ruim). Da terra foi o corpo formado. Deus fez o corpo com a sua alma, o que torna o corpo vivente, como o dos animais. Ao homem e à mulher Deus concedeu a capacidade de gerar os corpos dos seus descendentes, sendo os seus pais biológicos. Os animais geram os seus. Porém, a eles, Deus não concedeu espírito. Só têm alma, que anima o corpo físico. Por isso têm a sensação de si, mas não consciência de si mesmo e do mundo que os cercam. O instinto natural de sobrevivência deles, que também temos, vem da alma. Além de alegria, tristeza, coragem, medo, solidão, angústia, amor. Tudo isso experimentam os animais irracionais (isto é, os desprovidos de espírito). Eles não têm as faculdades mentais do homem (que fez o extermínio de milhões de nativos indígenas nas terras invadidas, a terrível escravidão negra, o monstruoso holocausto nazista, entre tantas outras atrocidades como evidente mostra de sua perversidade não aparente).

 

Mas, o animal é apenas alma vivente. Quando espira o seu tempo de vida corpórea eles se apagam completamente. Quanto aos corpos espiritualizados, quando cessa o seu tempo aqui os seus espíritos fazem a passagem para outro plano, para o local do silêncio absoluto, onde aguardarão o chamado para voltarem aos seus corpos físicos, que serão recompostos, todos, novamente formados, há um só tempo.  A alma se manifesta por meio de sensações, emoções, desejos, sentimentos... O homem físico tem características inerentes a alguns animais mamíferos e primatas, mas não é fruto da evolução no grupo que tem membros como o rato, o morcego e o macaco. Há uma distinção na formação do homem, embora provenientes do mesmo princípio vital. Quando o corpo do homem perece e cessam as suas atividades, ele murcha e se esvai de volta ao pó da terra de onde foi retirado. “E o pó volte a terra, como era, e o espírito volte a Deus, que o deu.” (Eclesiastes 12:7, Bíblia Gospel mais). O espírito é recolhido em local onde nem o tempo ou outro fenômeno podem tocá-lo, até ser despertado pela voz do altíssimo. Os espíritos ativos que vagueiam por aí interagindo com pessoas, são outros.

 

Deus gerou o primeiro homem (Adão) do pó da terra e o segundo homem (Jesus) de alguém gerado do pó da terra (a doce e virgem Maria) por meio de todos os seus ascendentes até Adão, passando pela primeira mãe, Eva. E, por meio de Adão, até o pó da terra. Deus gerou Jesus na “Maria-terra” da mesma forma que gerou Adão: de forma sobrenatural. Adão era só filho de Deus (o príncipe entre os seres terrenos), Jesus é filho de Deus e do homem. Como ser físico Ele tem mãe e não tem pai, como ser espiritual Ele tem pai e não tem mãe. Deus concedeu a esse feto não o seu sopro sagrado, que forma o espírito no homem, mas o Logos, que junto ao Pai e ao Espírito Santo é o princípio da criação universal, compondo a trindade divina (é grande e instigante esse mistério). Ele é o Logos, a Palavra, o Verbo que se constituiu carne e habitou entre nós. Deus que se faz homem. Mas por que e para que? Isso se verá mais à frente. Por isso Jesus não gerou filhos (também não deveria se relacionar sexualmente – e nunca o fez, sua missão não era comum), pois assim geraria semideuses como na história de Zeus o deus mitológico grego. Também, Jesus não veio para imiscuir-se no pecado original adquirido por Adão na quebra da comunhão espiritual com Deus. Ao contrário, Jesus veio para revelar o Pai, sendo Ele verdadeira expressão do Seu Ser (misericórdia, compaixão, amor e justiça). Deus não nos abandonou à própria sorte. Ele nos ajuda nas nossas fraquezas e nas nossas aflições. Mas não quando e como o homem quer, a seu bel prazer. Deus não é funcionário de egoístas descompromissados e vê além do que vemos. 

 

Jesus veio para libertar o homem do jugo do pecado, ensinar os passos para a volta ao relacionamento com Deus, visando uma futura comunhão plena e redenção final. Se a missão sacrificial e expiatória de Jesus se encerrasse na Sua morte todos os que O aceitassem como Salvador e Senhor morreriam sem pecado. E só. Já pela ressurreição de Jesus, Deus concede aos que “morrerem n’Ele” ressurreição futura com destino ao reino messiânico de Jesus. “Na casa de meu Pai há muitas moradas”, nos diz Jesus, o Cristo, o Messias prometido, o Libertador, o Redentor, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo... Só Ele é o nosso intercessor junto ao Pai. A virgem Maria virtuosamente o concebeu, mas aí se encerrou a sua missão nesse grandioso evento espiritual. Nenhum ser humano pode ser mãe de Deus, simplesmente porque Este lhe antecede. Ela pôde, miraculosamente, ser a mãe do menino Deus. Maravilha das maravilhas, para o nosso bem. Depois, casou-se, constituiu família com José, porque sabia que aquele filho não seria seu, mas de toda a humanidade. E ela será chamada a bem aventurada, por todas as gerações. E o seu espírito se alegrará em Deus perpetuamente. 

 

E Jesus, pelo homem, deixou o esplendor de sua glória para descer à terra, à um corpo humano, à prisão, à dor atroz, à condenação injusta, à morte, e rasgou o escrito de dívida que existia contra a humanidade e triunfou na cruz, porque pagou pelo resgate de muitos. Então no momento da Sua ressurreição também foi ao inferno, como homem e Deus, decretar a vitória contra a morte e o inferno, para que o Pai não se tornasse contraditoriamente injusto, ao absolver o homem de culpa e não o anjo rebelde, sobre o qual revela o profeta: “Você estava no Éden, no Jardim de Deus. Você era inculpável em seus caminhos desde o dia em que foste criado até que se achou maldade em ti. Elevou-se o teu coração por causa da tua formosura, corrompeste a tua sabedoria por causa do teu resplendor" ...(Ezequiel 28)

 

Um ente da trindade divina, Deus que se faz homem, por quê? O primeiro homem filho da terra e filho de Deus aderiu a um movimento rebelde conduzido por um ser espiritual (sem corpo físico). Havia sido um ser de resplandecente luz, até que nele se achou iniquidade. Muitos outros o acompanharam na vaidade e orgulho (esses são os espíritos que vagueiam, interagindo com os incautos e os enganando). O anjo rebelde queria um reino para si (e conseguiu o seu intento). Apossando-se do corpo de um animal belo e vistoso, amigo da mulher, ele conseguiu induzi-la a incentivar o homem para ouvir a sua voz. “Você será igual a Deus!” E assim a glória da presença de Deus deixou a terra, deixando-a em trevas espirituais. Só a obediência prova a reverência da criatura ao seu criador. O animal belo e vistoso foi transformado em uma serpente, animal sem beleza, sem asas, sem membros. Passando a ter que se contorcer sobre o seu próprio dorso e arrastar-se pelo pó, escondendo-se nas matas. Isso ficou como sinal para lembrar à humanidade da maldição da desobediência e rebeldia. Até que o segundo Adão (Jesus) volte como juiz para julgar a verdadeira serpente que veio influenciar o homem e governar a sua vida. Tudo acontecido pela livre vontade do homem e permissão de Deus, segundo a Sua insondável sabedoria. “Para revelar os desejos ocultos dos corações”. E já estão preparando o anticristo, o homem da iniquidade, que vai se conflagrar contra tudo que vem de Deus, notadamente do Seu Cristo. Para derrocada final da humanidade. E não falta muito para isso.

 

Agora, estando o homem condenado, como se poderia redimir o seu pecado? Deixando-o provar completamente as consequências do seu erro (fome, doenças, violência...) perceber a sua incapacidade de resolver os seus próprios conflitos e providenciando um homem sem mácula para reparar o erro que o primeiro fez. Não foi achado. Entre os anjos (os filhos espirituais), profetas, sacerdotes, apóstolos, reis e príncipes, homens e mulheres, Enoque, Noé, Abraão, Moisés, Elias, Samuel... ninguém foi achado digno para tal missão. Por isso o plano de Deus para a salvação de quem crê e espera n’Ele passou por Jesus, um ser espiritual, mas verdadeiramente homem, carne e sangue (1 João 5:8) para consertar a situação. Um homem com um Espírito excelente, puro, intocado pelo mal. Golpe duro dado contra o príncipe das trevas e seguidores espirituais ou não. O anjo rebelde é um dos filhos de Deus, com outra natureza, vindo de outro lugar e não precisa arrastar esse casulo limitador – por enquanto - chamado corpo, que serve para a nossa evolução espiritual. Porém o ato sacrificial e expiatório de Jesus não é algo que serve aleatoriamente a todos, mas apenas a quem aderir efetivamente a ele. Algo não fácil para o homem moderno com a sua vaidade intelectual e tantas opções de prazer imediato.

 

Em tempo: ninguém está obrigado a crer nas escrituras bíblicas, muito menos cumpri-la. Mas, não tentem modificá-la. A igreja que a segue deve ser imutável, porque o seu manual de regra e fé é a Bíblia. E ela nunca mudou nem vai mudar, porque o verdadeiro dono dela não está sujeito às variações de costumes e comportamentos sociais dos homens. O homem está sujeito aos mandamentos ali contidos e não o contrário. Está escrito: Vinde, ouvi; e a vossa alma viverá.

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