Aracaju, 24 de Setembro de 2018
Bolsonaro tem 24% em São Paulo e em Minas Gerais; Alckmin só vai a 15% e 9%


Pesquisas do DataPoder360 em São Paulo e em Minas Gerais registram de maneira minuciosa as dificuldades enfrentadas pelo candidato a presidente pelo PSDB, Geraldo Alckmin. Ele tem pontuação baixa nos 2 maiores colégios eleitorais, seu voto é pouco consistente e o maior adversário, Jair Bolsonaro (PSL), tem apoios cada vez mais cristalizados entre paulistas e mineiros.

Os Estados de São Paulo e de Minas Gerais são redutos históricos do PSDB. A expectativa tucana era a de que o partido pudesse ter vitórias nas disputas pelos governos locais e para presidente nessas localidades.

São Paulo é o Estado natal de Alckmin. Tem 33.040.411 eleitores. Isso equivale a 22,4% do total do país. O PSDB governou o Estado por mais de 20 anos. Além disso, tem 1 candidato competitivo concorrendo ao Palácio dos Bandeirantes, João Doria.

O Estado de Minas Gerais já foi comandado algumas vezes pelo PSDB. Tem 15.700.966 eleitores (10,7% do Brasil). O favorito nesta disputa para ganhar o Palácio da Liberdade é o tucano Antonio Anastasia.

Juntos, os eleitorados paulista e mineiro equivalem a 33,1% dos brasileiros que vão escolher o próximo presidente da República. Em teoria, esse terreno seria muito favorável para Geraldo Alckmin –que não tem ido bem no Nordeste nem no Sul, outras regiões com grandes eleitorados.

Faltam pouco mais de 3 semanas para a eleição de 7 de outubro. Alckmin está muito atrás em São Paulo e em Minas Gerais. Tem 15% de intenção de votos entre paulistas. E meros 9% entre mineiros.

O pior para o tucano é que Jair Bolsonaro, que disputa o mesmo eleitor conservador desejado por Alckmin, tem 24% tanto em São Paulo como em Minas Gerais.

O que torna o cenário mais complicado para Geraldo Alckmin é que, entre paulistas, 85% dos que dizem apoiar Jair Bolsonaro declaram que não pretendem mais mudar de posição até o dia da eleição. Essa taxa é de 62% entre mineiros.

Já os eleitores de Alckmin são bem mais volúveis. Só 26% dos simpatizantes do tucano em Minas Gerais afirmam já ter tomado a decisão de votar nele de maneira definitiva. Em São Paulo, a taxa é maior, de 57% –mas ainda bem distante dos 85% cristalizados de Bolsonaro.

BOLSODORIA E ANASTONARO

E o apoio de eleitores que votam em candidatos tucanos para governador? Doria e Anastasia ajudam Alckmin? Poderão alavancá-lo e jogá-lo no 2º turno?

De novo, há outra notícia ruim para o tucano quando se faz os cruzamentos do eleitorado de Doria e de Anastasia com as preferências para presidente em São Paulo e em Minas Gerais.

Antonio Anastasia lidera a corrida pelo governo mineiro com 31%. Desses, 34% afirmam votar em Jair Bolsonaro para presidente. Mas apenas 18% dos apoiadores de Anastasia dizem que escolherão Alckmin em 7 de outubro.

A situação é também desalentadora para o tucano em São Paulo. João Doria tem 21% das intenções de voto para governador, mas 29% desses eleitores afirmam votar em Bolsonaro. Só 21% dos apoiadores de Doria escolhem Alckmin como candidato a presidente.

Esse é 1 fenômeno comum em eleições brasileiras. O eleitor escolhe o governador de 1 partido e o presidente de outra sigla. Em uma eleição houve o voto Lulécio –quando Lula (PT) ganhou para presidente e Aécio Neves (PSDB) para governador de Minas Gerais.

Agora, em 2018, vai se formando em São Paulo o voto BolsoDoria. Em Minas Gerais, o Anastonaro.

Tudo considerado, é extremamente estreito o espaço para crescimento de Geraldo Alckmin nos 2 maiores eleitorados brasileiros.

O tucano encontra 1 muro quando tenta penetrar na seara bolsonarista. Teria de pescar votos entre os eleitores de João Amoêdo (Novo), Henrique Meirelles (MDB) e Alvaro Dias (Podemos). Esses 3 juntos têm 10% em São Paulo e 8% em Minas Gerais. Mas não há indicação de que seja fácil fazer apelos para eleitorados tão dispersos ao mesmo tempo e com tão poucos dias para trabalhar tal estratégia.

Por exemplo, Amoêdo, com seus 5% de intenção de voto em São Paulo funciona como uma bola de ferro amarrada nos pés de Alckmin. Para piorar, 67% dos eleitores de Amoêdo dizem que não mudam mais de posição.

CENTRO-ESQUERDA E ESQUERDA

O DataPoder360 apurou em São Paulo e Minas Gerais que é muito parelha a disputa entre Ciro Gomes (PDT) e Fernando Haddad (PT).

Os 2 candidatos que disputam o voto da centro-esquerda e da esquerda estão empatados entre paulistas e mineiros.

Em São Paulo, Fernando Haddad tem 10% contra 9% de Ciro Gomes.

Em Minas Gerais, o petista também pontua 10%, mas o pedetista vai a 14%. Como a margem de erro é de 2 pontos percentuais, os 2 estão muito próximos do que se considera empate técnico do ponto de vista estatístico.

Marina Silva (Rede), que trafega no centro e flerta com franjas da esquerda e da direita, tem 9% em São Paulo e 7% em Minas Gerais.

O problema de Marina Silva, que já vem sendo apontado há vários meses em levantamentos do DataPoder360, é que seu voto é pouco consistente. Isso tende a fragilizá-la na reta final da campanha.

Apenas 28% dos eleitores paulistas que escolheram Marina dizem que vão manter essa decisão até 7 de outubro. Essa taxa de certeza de voto é uma das mais baixas entre os principais candidatos a presidente em São Paulo.

Em Minas Gerais, o “voto certo” de Marina sobe 1 pouco. Entre seus eleitores, 41% afirmam que a decisão é definitiva. Ocorre que outros concorrentes estão bem à frente. Ciro tem 55% de seus votos certos entre os mineiros. Haddad, 60%.

CAPITAL E INTERIOR

O DataPoder360 pesquisou de maneira a estratificar o resultado entre os votos da capital e do interior dos Estados de São Paulo e de Minas Gerais.

Quase todos os candidatos têm votações homogêneas na capital e no interior. Jair Bolsonaro difere 1 pouco.

Em Minas Gerais, o capitão do Exército na reserva tem 20% de intenção de votos em Belo Horizonte e 24% no interior do Estado.

Em São Paulo, Bolsonaro tem 23% na capital e 25% no interior.

Em São Paulo foram entrevistadas 3.000 pessoas com 16 anos ou mais em 191 cidades. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. Os números de registro na Justiça Eleitoral são SP-03343/2018 e BR-06432/2018.

Em Minas Gerais foram entrevistadas 3.000 pessoas com 16 anos ou mais em 223 cidades. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. Os números de registro na Justiça Eleitoral são MG-00998/2018 e BR-09257/2018.

Saiba mais
Manifeste
Comunicar erro
Utilize este espaço para comunicar erros encontrados
nas matérias publicadas pelo NE Notícias.


limite de caracteres:
Enviar




limite de caracteres:
Fale com o NE
Este é o seu contato direto com o NE. Preencha o
formulário e envie o seu recado.


digite o código abaixo e clique em enviar
    
NE no Facebook      NE no Facebook
NE no Twitter      NE no Twitter
Desenvolvimento: Goweb Tecnologia
Projeto Gráfico NE Notícias - Leia hoje as notícias de amanhã Todos os direitos reservados