Aracaju, 11 de Dezembro de 2018
O Globo: Sergipe vive calamidade na segurança; Anuário mostra queda no número de homicídios


Os dados divulgados anteontem pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública são trágicos. O Brasil registrou, em 2017, 63.880 mortes violentas, um aumento de 3,7% em relação ao ano anterior (61.597) e o maior número desde 2006, quando a organização começou a contabilizar estatísticas de criminalidade. Isso significa que, a cada hora, sete pessoas são mortas de forma intencional no país. Pela primeira vez, a taxa de homicídios ultrapassou o patamar de 30 por 100 mil habitantes — no ano passado chegou a 30,8, quatro vezes mais que a média mundial, de 7,5.

Quando os números são decupados por unidade da Federação, percebe-se que alguns estados — especialmente no Norte/Nordeste — enfrentam situação gravíssima. É o caso, por exemplo, do Rio Grande do Norte, cuja taxa (68 assassinatos por 100 mil habitantes) é a maior do país, atingindo mais que o dobro da média nacional. Acre (63,9), Ceará (59,1), Pernambuco (57,3), Alagoas (56,9) e Sergipe (55,7) também vivem calamidade na segurança, apontam as estatísticas. Rio de Janeiro tem taxa de 40,4 e São Paulo, de 10,7, a menor entre os estados.

A explicação para as disparidades regionais seria o fato de que facções criminosas do Rio e de São Paulo passaram a agir no Norte e Nordeste, entrando em guerra com grupos locais. Investigações feitas pela Polícia Civil e pelo Ministério Público paulista revelaram que líderes do PCC comandam, de dentro da cadeia, crimes em todas as regiões do Brasil e até em países vizinhos. O que reforça a necessidade de uma política de segurança nacional.

São muitos os diagnósticos que atestam a gravidade da situação. E existe um consenso sobre o que deve ser feito, como ficou evidente no encontro de governadores em Rio Branco (AC), em outubro do ano passado, para discutir o aumento da criminalidade. A Carta do Acre propôs medidas como um Plano Nacional de Segurança, ações integradas entre as forças nacionais e as polícias estaduais, aumento da vigilância nas fronteiras para coibir o tráfico e drogas e armas, melhorias nos presídios etc. Iniciativas óbvias, mas que tardam.

Não se deve esperar que o atual governo, em fim de mandato, avance nessa questão além da criação do Ministério da Segurança Pública. Portanto, o desafio ficará para o próximo presidente. Nesse sentido, seria sensato que os candidatos ao Palácio do Planalto apresentassem propostas concretas para reduzir esses números catastróficos. Não é o que tem acontecido. No debate da TV Bandeirantes, na noite de anteontem, os planos para a segurança foram genéricos. A violência é hoje um dos principais flagelos do país. E o futuro presidente herdará essa calamidade.

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                      Anuário diz que caiu o número de mortes violentas em Sergipe; 6º no País

 

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