Aracaju, 19 de Novembro de 2017
A ARTE POLÊMICA


Sobre os recentes acontecimentos envolvendo apresentação pública de nudez e crianças, imagens de zoofilia e outras práticas de sexo, tudo sendo divulgado nas redes sociais e mídias, estive pensando um pouco sobre o assunto e, nesse espaço virtual reservado aos artigos, compartilharei a seguir com os leitores. A arte é uma das mais fortes manifestações da expressão humana. A arte nasce da inata liberdade de imaginação e de sentimentos. Ela deve ser livre. O artista se revela quando tem autonomia, autenticidade, inspiração livre. Mas a arte só é livre para quem é livre de parâmetros e limites. Os que não se submetem a essa liberdade não devem ser obrigados a degustá-la contra a sua vontade, não devem ser obrigados a ser inseridos num contexto oposto aos seus ideais. Porque há os que são comprometidos com a espiritualidade (seja membro de instituição religiosa ou não), com a tradição familiar conservadora (seja casado ou solteiro, heterossexual ou exemplar de um modelo diferente), com a formação filosófica ou visão social fundamentalista (seja intelectual ou leigo). Então surge uma questão: a arte, em nome de sua liberdade, pode se insurgir contra os princípios das pessoas, ou melhor, se insurgir publicamente contra os valores de uma sociedade em que o artista convive? Democracia é exercer os direitos à sua individualidade sem atropelar os direitos do outro, ou seja, o direito do outro viver segundo as suas convicções, princípios, valores. A liberdade de expressão artística deve existir, mas não a modo de invadir outras searas alicerçadas na tradição familiar, religiosa e social. Arte irreverente x tradição social: uma corrente não deve se impor à outra. Enquanto, na arte, a criação deve ser livre a sua apresentação nos casos, eu diria, mais radicais pode se restringir a grupos, espaços e faixas etárias. A arte subversiva, revolucionária, de vanguarda deve formar os seus adeptos e admiradores em ambientes específicos, restritos para, se contiver os elementos para prosperar, se expandir ao máximo que lhe couber. Aos poucos, sem impactar negativamente os tradicionais, sem ofender os melindrosos, sem constranger os espiritualistas (sejam espirituais ou teóricos). A arte deve servir, também, de fator de engrandecimento humano e pacificação social.

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