Aracaju, 19 de Novembro de 2017
Autoridades e membros da imprensa não entenderam ainda que só ELE é o caminho, a verdade e a vida


NE Notícias procura ter cada vez maior cautela com investigações, com denúncias de autoridades que se portam como se fossem donas da verdade e da razão, das conclusões apressadas e muitas vezes interesseiras de setores da imprensa.

O reitor da Universidade Federal de Santa Catarina, preso, solto, humilhado, se matou.

Nenhuma das "verdades" denunciadas e noticiadas contra ele se verificou como verdade, pelo menos até agora.

Autoridades de todos os setores são pessoas e, como humanas, falham, erram, mesmo que não seja de forma proposital, mesmo que seja com uma forte vontade de acertar, de corrigir de corrigir erros, de ferir de morte a corrupção.

Veja o que está na coluna de Elio Gaspari, publicada neste domingo nos jornais Folha de São Paulo e O Globo:

O SILÊNCIO E O SUICÍDIO DE CANCELLIER

Completou-se o primeiro mês desde que o professor Luis Carlos Cancellier matou-se. Ele tinha 60 anos, era reitor da Universidade Federal de Santa Catarina, fora preso e, uma vez libertado, estava proibido
de pisar no campus da escola.

Já se sabe que Michel Temer, Eliseu Padilha e Moreira Franco não devem ser investigados. Sabe-se também que o chefe da campanha de Donald Trump está em prisão domiciliar por lavagem de dinheiro e conversas impróprias com russos. Só não se sabe por que o reitor Cancellier foi humilhado.

O professor e outras seis pessoas foram presas no rastro de uma operação da Polícia Federal que se denominava "Ouvidos Moucos" e apurava fraudes com verbas de programas de bolsas de estudo. A juíza que determinou as prisões disse que fatos investigados mereciam "maior aprofundamento na análise". Havia professores e empresários acusados de meter a mão na Bolsa da Viúva, mas as irregularidades ocorreram antes da chegada
de Cancellier à reitoria.

Passou-se um mês e ainda não há informações a respeito dos fatos que a juíza Janaina Cassol Machado, da 1ª Vara da Justiça Federal, considerou merecedores de "maior aprofundamento e análise". À época das prisões, noticiou-se que a Operação Ouvidos Moucos teve a participação de cerca de cem agentes da Polícia Federal e o amparo da Controladoria-Geral da União e do Tribunal de Contas da União. Tudo isso para apurar irregularidades praticadas em cima de verbas que somavam R$ 80 milhões. Ainda não se sabe de acusação formal contra quem quer que seja, envolvendo um único centavo. Nada.

Sabe-se apenas que um cidadão preso e humilhado matou-se.

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