Aracaju, 23 de Outubro de 2017
Prefeituras fecham as portas em Sergipe


Após reunião realizada na manhã de ontem, 11, na Federação dos Municípios do Estado de Sergipe (Fames), as prefeituras decidiram fechar as portas nos próximos dias 16 e 17 de outubro.  A medida adotada pelos prefeitos visa a realização de um breve protesto como forma de repulsa pela atual política econômica que menospreza a saúde financeira dos municípios. Nestes dois dias, só funcionarão as escolas e as unidades de saúde.

Ao participarem do encontro, os prefeitos sergipanos destacaram a falta de recursos e os cortes que as prefeituras vêm sendo obrigadas a fazer nos últimos meses. Além do atual cenário econômico, estão o excesso de despesas, a estagnação das receitas e o sub-financiamento dos programas federais, com sua execução sem segurança jurídica. O aumento de gastos de pessoal com os pisos nacionais, como o piso do magistério, é outra grave dificuldade para as gestões municipais, sendo que a maioria está ultrapassando o limite de 52% com a folha de pagamento.

Durante a reunião, os prefeitos decidiram, por unanimidade, deliberar diversas ações para minimizar os efeitos da crise financeira enfrentada por todas as cidades do Estado. Após discussão, algumas prefeituras iniciaram os cortes de funcionários com cargo comissionado. Em Canindé de São Francisco, o prefeito Edvaldo Vieira foi o primeiro gestor a fazer o ajuste.

”A receita de Canindé já oscilou entre R$ 10 e R$ 15 milhões, mas hoje não passamos de R$ 7 milhões. Tínhamos uma mina de dinheiro, que era a geração de energia da usina hidrelétrica de Xingó, mas, por conta da falta de chuva, esse recurso naturalmente deixa de existir “, Justificou. De acordo com o órgão, cerca de 15 municípios já cortaram a folha de cargos em comissão.

Na próxima semana, liderados pela FAMES, os prefeitos irão a Brasília para participar na terça-feira, 17, da reunião da bancada federal, onde apresentarão as reivindicações e as dificuldades que estão enfrentando. Os gestores também terão um encontro com o líder do Governo no Congresso, deputado federal André Moura, para apresentar medidas que amenizem a crise financeira.

Para Marcos Barreto, presidente da Federação Nacional dos Municípios, “ Os gestores entendem que o fechamento das prefeituras é a última medida a ser tomada, mas que o atual quadro exige uma posição firme em defesa dos municípios, cuja população e servidores estão sendo vítimas dessa discriminação que vem acontecendo com as finanças municipais”, pontuou.   

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