Aracaju, 19 de Novembro de 2017
Google muda política de cliques e tenta agradar a publishers com assinaturas


Foi uma lacuna que se estendeu por anos. Para se esquivar da política de notícias pagas online [o chamado paywall], leitores podiam buscar no Google os artigos que os interessassem, conseguindo o acesso para no mínimo 3 matérias de acesso restrito –um mandado do Google conhecido como “primeiro clique grátis”. Publishers como o Wall Street Journalque acabaram abrindo todas suas notícias sem custos para leitores em fevereiro, viram suas visualizações com relação ao Google declinarem em 44%.

O Google oficialmente pôs fim à sua política de primeiro-clique-grátis na segunda-feira (02.out), agora permitindo que publishers que trabalham com assinaturas determinem a maneira e a quantidade de seus artigos que podem ser vistos gratuitamente. (O Google sugere a permissão da leitura de 10 artigos sem custos.) A seguir um extrato diretamente de um post feito pelo vice-presidente da área de notícias do Google, Richard Gingras:

“Nós vamos acabar com nossa política de primeiro clique grátis para implementação de um modelo de amostras flexíveis onde publishers vão decidir quantos artigos gratuitos eles querem providenciar para possíveis assinantes com base nas suas próprias estratégias de negócios. Essa decisão é baseada em pesquisas realizadas pelo Google, sugestões de publishers, além de experimentos que duram um mês com o New York Times e o Financial Times, ambos veículos que trabalham com serviços a base de assinaturas.

‘Prove antes de comprar’ sublinha o que vários publishers já sabem –eles precisam providenciar alguma forma de amostra grátis para alcançar sucesso na internet. Se a exibição for baixa, poucos usuários irão clicar em links para esse conteúdo ou compartilhá-lo, o que pode gerar efeitos adversos para a exposição da marca assim diminuindo o número de visualizações com o passar do tempo.”

“Os testes que fizemos com tais veículos têm o objetivo de prever como seria uma eventual mudança no medidor dentro do Google –ou como era chamado no passado, primeiro-clique-grátis. Basicamente, nós estamos observando o que isso significaria para a interatividade de usuários e conversões de assinaturas, se nós migramos o termômetro para uma contagem mais baixa,” disse Rebecca Grossman-Cohen, a vice-presidente do Times na área de plataformas e audiência. “Nós estamos frequentemente num modo de teste. Então nós estaremos testando constantemente. Não existe um plano para um número específico ou até uma mudança necessariamente. Isso nos proporciona mais espaço para chegar ao número correto.” (Então é possível, por exemplo, que uma pessoa em uma bateria de testes possa receber um número diferente de acessos a textos grátis antes de atingirem qualquer tipo de restrição de uma pessoa em uma bateria diferente.)

Essa mudança já foi prevista há alguns meses, com a condução de testes por parte do Google em relação ao New York Times e ao Financial Times. O Google também anunciou o lançamento de ferramentas feitas para facilitar a captação de assinaturas. (O Facebook está trabalhando em algo semelhante.) Direto do Google:

“Como um primeiro passo nós estamos tomando proveito da nossa já existente identidade e de tecnologias de pagamento online para ajudar pessoas a se inscreverem em um site de um veículo com somente um clique e assim conseguir acesso a um vasto acervo de conteúdo – seja esse conteúdo de um publisher específico, um aplicativo, do Google Newsstand, Google Search ou do Google News.”

“E já que produtos de notícias e modelos de assinaturas variam em grande escala, nós estamos colaborando com publishers de todos os cantos do mundo para construirmos um mecanismo de assinaturas que possa suprir a enorme demanda – para o benefício da indústria jornalística e também dos consumidores.”

“Nós também estamos explorando como a capacidade de aprendizado artificial do Google pode ajudar publishers a reconhecer possíveis assinantes e assim apresentar uma proposta para um público desejado, num tempo desejado.”

O Google tem compartilhado alguns conceitos de alto nível com publishers como o Times, disse Grossman-Cohen. Nenhuma forma de divisão de renda foi discutida. O Financial Times não proporcionou um representante para ser entrevistado para essa reportagem. O Google disse que está trabalhando em como aperfeiçoar esses produtos com outros grandes publishers de outros países.

Saiba mais
Manifeste
Comunicar erro
Utilize este espaço para comunicar erros encontrados
nas matérias publicadas pelo NE Notícias.


limite de caracteres:
Enviar




limite de caracteres:
Fale com o NE
Este é o seu contato direto com o NE. Preencha o
formulário e envie o seu recado.


digite o código abaixo e clique em enviar
    
NE no Facebook      NE no Facebook
NE no Twitter      NE no Twitter
Desenvolvimento: Goweb Tecnologia
Projeto Gráfico NE Notícias - Leia hoje as notícias de amanhã Todos os direitos reservados