Aracaju, 17 de Dezembro de 2017
O mandamento da morte


Era por volta das dez horas da manhã de um domingo ensolarado. Ele, deitado na cama hospitalar, olhava calmamente os seus visitantes. A sua expressão era de tranquilidade em meio àquele ambiente frio e triste de hospital. O soro pingava na mangueira que o conduzia até sua veia. O equipamento de oxigênio estava em plena atividade nas últimas horas, enquanto o aparelho de medição da frequência cardíaca apontava desregular funcionamento daquele órgão vital. Os visitantes comentavam a respeito da grave situação do paciente e faziam ilações sobre o assunto. O paciente, um senhor de mais de setenta anos bem vividos, por sua vez, pensava algo sobre aquelas pessoas muito próximas dele. Nesse instante ele tentava formar uma imagem de como se comportaria cada um quando fossem vivenciar aquele momento em que ele se encontrava. Isto é, se todos tivessem a oportunidade de despedirem-se desse mundo calmamente, de forma elaborada e previsível como ele estava tendo.

 

Ele sabia que nem todos teriam a mesma compreensão da grandeza daquele momento. Por isso escreveu as linhas que se seguem: “O Criador determinou que o ser criado nascesse, crescesse, aprendesse, se reproduzisse e morresse, nesse mundo. Morrer também é mandamento divino, deve ser cumprido com a mesma alegria de viver. Nascer, crescer, trabalhar, se casar, gerar, amar, conhecer, produzir, adorar (ao Criador), adoecer e morrer compõe a realidade imutável a que estamos submetidos nesta dimensão física/material. Obedecer é aceitar. Não aceitar é rebelar-se. Se o feto, no casulo aconchegante, conhecido, seguro não quiser sair para a fase seguinte poderia mudar o rumo do seu destino? Desobedeceria a um mandamento universal? O sofrimento é a experiência do erro. Quando a criança toca no fogo percebe o erro que cometeu. Assim aprende através da dor. Quem não procura o sofrimento e o encontra é porque, como todos nós, participa do inevitável pecado original. E ele nos ensina.

 

O propalado pecado original foi a desobediência primeira. Eu não estava lá nesse momento, não tenho como saber exatamente como aconteceu, embora tenhamos notícias bíblicas a respeito do evento. O que importa saber é que se refere à desobediência primeira e de alcance universal para o homem e seus descendentes. Mas, para alegria geral, os seus efeitos têm caráter temporário e reversível. Embora perdure por alguns milhares de anos, ou seja, a ponto de ensinar a muitas gerações as consequências da desobediência, tem um tempo estabelecido por Deus. Lição: obedecer é trazer sorte e bênçãos para todos. A Lei divina foi direcionada para o conhecimento das transgressões e a graça divina ofertada por Jesus Cristo para mover o coração a obedecer. Para tanto Ele teve que cumprir toda a Lei e então, justo perante o Criador, se entregar para morrer pelos injustos afastados da presença de Deus pela desobediência. Aqui se fala da desobediência original.

 

As outras desobediências são consequências da primeira, pois é impossível que quem esteja contaminado pelo pecado original não peque. Os demais pecados são derivados do pecado original. Por isso que quem ‘Está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo’. A maldição que havia sobre essa pessoa foi anulada. A condenação foi abolida. ‘Tendo cancelado o escrito de dívida que era contra nós, removeu-o inteiramente cravando-o na cruz / Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o espírito’. Os pecados não têm mais força na vida do novo convertido, a não ser que ele abandone a fé e volte a viver no pecado voluntariamente, rejeitando a obra expiatória na cruz. Então o homem passa a cometer a segunda desobediência, que invalida para si a redenção que há no ato sacrificial de Jesus Cristo, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Quem ama a Deus não teme a morte.”

 

(Base bíblica das citações: 2º Coríntios 5:17 - Colossenses 2:14 - Romanos 8:1 / João Ferreira de Almeida, revista e corrigida.)

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