Aracaju, 17 de Novembro de 2017
VALADARES: ¨Estranha-me o fato de o governador pensar que quem for candidato da oposição terá que ser bancado por alguém¨


Estranha-me o fato de o Governador Jackson Barreto pensar que, quem for candidato da oposição terá que ser bancado por alguém. Sabemos que, tanto na área do governo, como no campo da oposição, as regras serão muito claras: como o financiamento privado está proibido, e as doações de pessoas físicas não serão feitas em grandes volumes, resta a distribuição do Fundo Partidário, a ser feita de acordo com o tamanho das bancadas federais de cada partido. 

O montante do Fundo Partidário, já previsto na LDO, poderá atingir a um valor nas eleições de 2018 quase cinco vezes superior ao das eleições municipais, caso o Congresso Nacional confirme a adoção do financiamento público das campanhas, abandonando de vez o antigo modelo de participação empresarial, o qual restou totalmente desmoralizado pelo escândalo da Lava a Jato, e por outras tantas investigações em curso nos Estados e nos Municípios. 

Temos visto que, através de exemplos conhecidos, incorrerá em grande erro, e poderá sofrer sanções graves, como ir para a cadeia ou perder o mandato, quem for "bancado" fora dos parâmetros previstos em lei. 

A ação do MPF e as sentenças judiciais em série têm demostrado de que a era da impunidade contra poderosos está sendo definidamente enterrada. As eleições, enfim, poderão ser um marco definidor da verdadeira democracia, com um perfil mais igual entre os diversos concorrentes a cargos eletivos. 

Nessa quadra triste vivenciada pelo Brasil, sugerimos que os candidatos do governo como os da oposição devam agir com cautela, e com fidelidades aos princípios da moralidade, desde já sabendo que não haverá outra forma de financiamento de campanhas eleitorais, a não ser que doadores irregulares e recebedores de recursos ilícitos queiram passar pelo dissabor de responder a processos de investigação judicial, com base em qualquer exorbitância de gastos, ou pela prática insidiosa de abuso de poder político, ou econômico. 

O Ministério Público, a Justiça Eleitoral, como os próprios partidos estão muito mais aparelhados para a fiscalização das campanhas eleitorais na busca de evitarem a desigualdade na disputa e a punição exemplar dos infratores.

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