Aracaju, 22 de Novembro de 2017
DENÚNCIA DE JANOT: Planalto contava com o voto de Laércio, que garante que nunca garantiu voto a Temer


O Solidariedade foi o partido que começou o “troca-troca” na CCJ (Constituição e Justiça), comissão que rejeitou o parecer favorável à denúncia contra Michel Temer. O substituído, deputado Major Olímpio(SD-SP), votaria contra o governo. Em seu lugar, foi colocado o deputado Laércio Oliveira (SD-SE), relator do projeto da terceirização. Apesar de o Planalto contar com seu apoio, o congressista votou contra Temer.

As siglas que apoiam ao governo se reuniram nesta semana para determinar posicionamento favorável ao presidente. PMDB, PSD, PRPP, e PRB decidiram que vão cobrar dos deputados o voto contra a denúncia da Procuradoria Geral da República.

O governo contava com a possibilidade de ter 42 votos contrários ao relatório do deputado Sergio Zveiter (PMDB-RJ). Teve 40. Já foi o suficiente para rejeitar o texto e tentar a aprovação de 1 alternativo que indique para o enterro do processo.

O QUE DIZ LAÉRCIO OLIVEIRA?

Após o término da sessão na CCJ, o deputado Laércio Oliveira publicou uma nota. Ele afirma que nunca garantiu voto favorável a Temer. “No entanto, alguns colegas e veículos de imprensa têm me imputado erroneamente a pecha de ‘traidor’ do governo”. Leia o texto na íntegra:

“Participei da votação na CCJ da Câmara dos Deputados desta quinta e, seguindo minha consciência, votei a favor do parecer que recomendava a continuidade da denúncia contra o presidente Michel Temer. No entanto, alguns colegas e veículos de imprensa têm me imputado erroneamente a pecha de “traidor” do governo.

Esse rótulo não me cabe porque nunca garanti ou divulguei qual seria meu voto após a leitura do relatório na comissão, justamente porque queria analisar com isenção os detalhes do parecer elaborado pelo relator Sérgio Zveiter.

Nem meu partido, o Solidariedade, nem o governo me pressionaram a votar desta ou daquela forma, dando-me total liberdade para decidir de acordo com minhas convicções. Portanto, afirmações de que eu votaria necessariamente contra a admissibilidade da denúncia eram tentativas fantasiosas de adivinhar meus pensamentos.

Considerei em meu voto que qualquer cidadão deve ser investigado se houverem contra ele indícios de irregularidades, independentemente do cargo que possa ocupar. Isso não significa de forma alguma que considere o presidente culpado. Caberá à Justiça tomar essa decisão.

Durante toda a minha atuação na Câmara dos Deputados meu partido me deu condições de trabalhar com independência, como quando presidi a Comissão de Desenvolvimento Econômico e relatei projetos importantes na Casa.

É importante destacar ainda que meu alinhamento com o governo sempre foi direcionado às políticas econômicas que auxiliem a geração de emprego e incentivem o desenvolvimento do setor produtivo do nosso país”.

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