Aracaju, 25 de Maio de 2017
Deotap vai investigar Usina Campo Lindo


Expectativa com a notícia de que na Justiça do Trabalho já se encontram penhorados móveis e imóveis da empresa, no valor de 6 milhões de reais, que servirão para pagar as verbas trabalhistas de todos.

Nesta terça-feira (18), o Ministério Público Estadual emitiu parecer solicitando à Juiza da Comarca de Nossa Senhora das Dores, que fosse encaminhado ao Departamento de Crimes contra a Ordem Tributária e Administração Pública (Deotap), cópias do processo para que a Polícia Civil do Estado de Sergipe investigue os indícios de cometimento de crimes tipificados na Lei de Falência e Recuperação Judicial.

No mesmo documento, o Ministério Público informa que já existem investigações em andamento tratando de crimes praticados pelos Gestores da Empresa.

Na quarta-feira da semana passada, dezenas de trabalhadores realizaram protestos contra o Processo de Recuperação Judicial. Os manifestantes se queixam da falta de pagamento de salários e verbas trabalhistas há quase dois anos.

Na Justiça do Trabalho já são mais de mil ações movidas com o intuito de receber as verbas trabalhistas e, até o momento, nenhuma delas foi quitada. Segundo os manifestantes, a empresa age com meios fraudulentos para não pagar as verbas dos trabalhadores.

Quando foram questionados sobre a importância do protesto, os manifestantes informaram que a Recuperação Judicial é mais um meio que a empresa está usando para não pagar, pois uma vez aceita a Recuperação, esta impedirá o recebimento das verbas trabalhistas, no mínimo, por 180 dias, conforme determina a lei e, após isso, nenhuma garantia teriam de receber qualquer valor.

A expectativa dos trabalhadores está na notícia de que na Justiça do Trabalho já se encontram penhorados móveis e imóveis da empresa, no valor de 6 milhões de reais, que servirão para pagar as verbas trabalhistas de todos.

Os ex-funcionários da usina campo lindo pedem não a recuperação judicial. Milhares de trabalhadores encontram-se em dificuldades financeiras em virtude do não recebimento de tais verbas e, com a recuperação judicial, não possuem expectativa de quando receberão.

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