Aracaju, 20 de Novembro de 2017
Renan Calheiros trata André Moura como ¨homicida¨


No esforço que empreende para fustigar Michel Temer, o líder do PMDB no Senado, Renan Calherios (AL), passou a tratar o líder do governo no Congresso, deputado André Moura (PSC-SE), de modo pouco lisonjeiro. Renan se refere a Moura não pelo nome, mas por uma qualificação criminal: “homicida”. Entre os processos que correm contra Moura no Supremo Tribunal Federal há um inquérito por tentativa de homicídio.

Ex-prefeito do município sergipano de Pirambu, André Moura foi sucedido por um aliado chamado Juarez Batista dos Santos. Os dois se desentenderam. Tornaram-se inimigos políticos. A casa de Juarez foi atacada por quatro homens encapuzados. Houve troca de tiros. Um vigia que montava guarda na casa foi ferido. E Juarez acusou Moura de ser o mandante da agressão.

O deputado nega a acusação. Mas Renan dá de ombros. “Esse aí é homicida”, diz o senador a quem quiser ouvir. Repetiu a qualificação na madrugada desta quarta-feira, em jantar com a fina flor do PMDB, na casa da senadora Kátia Abreu (PMDB-TO).

Renan não se conforma com o fato de Temer ter acomodado André Moura na liderança do governo no Congresso. O posto era ocupado pelo senador Romero Jucá (PMDB-RR), deslocado para a liderança do governo no Senado. O pajé do PMDB destila entre os colegas a maledicência de que Temer premiou Moura porque o deputado é membro da falange política ligada ao ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, preso em Curitiba.

André Moura é réu em três ações penais no Supremo. Foram abertas em decisões unânimes da Segunda Turma do tribunal. A Procuradoria sustenta nessas ações que Moura, depois de deixar o cargo de prefeito de Pirambu (SE), continuou desfrutando da estrutura e do cofre prefeitura, que bancava desde a compra de alimentos para sua casa até as contas de telefone. Moura nega tudo. Atribui as acusações às desavenças políticas que teve com o sucessor Juarez.

De resto, o líder de Temer no Congresso é investigado num par de inquéritos relacionados à Lava Jato. Acusam-no de atuar em parceria com Eduardo Cunha para achacar empresas a partir de iniciativas adotadas na Câmara. Nesse ponto, Moura é superado por Renan, que responde a 12 inquéritos, nove dos quais ligados à Lava Jato. Mas essa gincana de lama não é levada em conta pelo pajé do PMDB nos ataques que faz ao desafeto.

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