Aracaju, 24 de Novembro de 2017
OS POLÍTICOS NO PAÍS DAS MARAVILHAS



 Já devíamos ter nos acostumado, e aprendido que, neste país de dimensões continentais, de diferentes raças, credos e conceitos, já poderíamos ter o conhecimento de como se deram, dão e darão as coisas em suas diversas facetas. Jamais esperamos coisas ou atitudes diferentes daquelas ditas “normais e esperadas” por todos e até pela “legalidade” que deveria ser observada diante dos mais diversos ângulos visionários. Em um país onde políticos se somam a “grandes empresários” para roubar merenda escolar, onde políticos se somam bandidos para fraudarem a bolsa reclusão que, por si só já é uma coisa esdruxula e inimaginável, onde o governo beneficia os bandidos e deixa as famílias daqueles que foram assassinados, roubados, violentados em seus direitos constitucionais, a míngua. Onde “direitos humanos” sevem para bandidos e não para pessoas de bem. Esperar o quê? Não, não aprendemos nunca, ou melhor dizendo, ainda acordamos assustados, perplexos, bestas, “pegos de surpresa” por decisões pífias, grotescas, indignas, indecentes, ignóbil, vergonhosa e impudica, produzida pelos dito TRÊS PODERES da republiqueta chamada Brasil.
Perguntamo-nos sempre, a cada coisa ou pergunta que não é respondida. Como pode os combustíveis baixarem seus preços nas refinarias e aumentarem de preço nos postos de combustíveis? Como pode aqueles que fabricam leis na calada da noite, produzirem leis para se beneficiarem das mesmas exclusivamente, e prejudicarem os demais mortais que, carregam e sustentam esse país com o suor de seu digno trabalho honesto e pessimamente remunerado. Aumentam seus próprios salários e suas benesses, com a gula insaciável de querer sempre mais e mais. Uma classe que “dizem” querer representar o “povo” ao chegarem ao poder, mas que após assumirem seus mandatos, esquecem quem os colocou lá e passam a ter lado, o lado de se dar bem, de produzirem ganhos, nem sempre lícitos, pra si e para os seus. E ainda o povo acredita nos mesmos, ou na hereditariedade dos coronéis, mas depois se arrepende pelo prazo daquele maldito mandato, e em seguida esquecem e os reconduzem ao poder novamente. E assim o ciclo interminável de maldades jamais se encerra, pois o único culpado por isso somos nós.
Merecemos o que temos, pois não aprendemos a lição simples de separar o honesto do desonesto, o trabalhador do enganador, o sincero do falso, o ladrão da pessoa do bem, o mentiroso daquele que fala a verdade. Não, pois por muitas vezes a desonestidade começa por nós mesmos. Aqueles que sabem onde encontrar um político vende seu voto em troca de uma cesta de alimentos, um saco de cimento, uma peça dentária ou até uma lata de tinta para pintar a fachada de sua mísera casa. Pronto, ali acabou o compromisso daquele político com aquela pessoa. Já pagou pelo voto. Dane-se o resto do mandato. Em sua grande maioria, o povo é individualista, tem o pensamento voltado para seu próprio umbigo, não se importando com escola para seus filhos, hospitais dignos para todos, ruas calçadas e esgotamento sanitário para seu bairro. Não, não pensam nisso. Querem algo naquele momento, algo para si. E “eles” sabendo disso, que o povo pensa com os olhos ou com a barriga, aproveitam o momento de fragilidade intelectual ( e não estou me referindo a conhecimentos científicos ou instrução escolar), estou me referindo a pensar e ver na realidade o que passa em sua vida durante aquele período de mandato com aquele político, seja vereador e prefeito, seja deputado ou governador, seja senador ou presidente. Às vezes, não sabem nem em quem votaram.
Quem tem um pouco mais de leitura, ou melhor dizendo, aqueles que leem e compreendem o que estão lendo, sabem bem que, nem sempre o que está escrito vale ou é cumprido. Onde que a lei maior deste país, chamada Constituição Brasileira, diz que TODOS SÃO IGUAIS PERANTE A LEI. Pergunto: Onde? Quando? Em que tempo? Aqui? Nesse país medíocre e hipócrita chamado Brasil? Você acredita mesmo nisto? Você já viu um político ao adoecer procurar um posto de saúde ou hospital público para se tratar? Você já viu algum secretário de saúde buscar ajuda para se tratar em casas de saúde públicas, esperando horas e horas para ser atendido, onde não tem remédios, equipamentos e nem dignidade humana para tal? Viu? Você já viu um país onde em uma troca de tiros entre bandido e polícia, onde os dois são baleados e quem tem prioridade no atendimento é o bandido? Viu? Você já viu um país onde uma pessoa que tenha menos de 18 anos, pode e tem seus direitos assegurados por lei, estuprar, matar, roubar, barbarizar com a sociedade, e ainda tem instituições prontas para lhe defender, de dar a liberdade novamente para cometerem novamente seus crimes? Viu isso em algum outro lugar se não nessa terra tupiniquim, viu?
Três poderes institucionais. Aprendemos isso antigamente, nas aulas da disciplina OSPB, Organização Social e Política do Brasil, que foi retirada do currículo, por não interessar já há bastante tempo, que o povo tenha conhecimento de seu país, de ter conhecimento de seus direitos, de ter conhecimento e entendimento das leis que norteiam nossas vidas. EXECUTIVO, LEGISLATIVO E JUDICIÁRIO. O executivo executa as leis que são produzidas pelo Legislativo. E o Judiciário para mediar qualquer questão de entendimento errôneo das leis entre os dois primeiro. Enfim, uma engrenagem perfeita para o deslanchar da democracia brasileira. Acredita nisso? Ou melhor, perguntado: Acredita em Saci Pererê, em papai Noel, em branca de neve e os sete anões? Acredita? São três casas diferentes, com pessoas iguais. Iguais nos pensamentos, iguais nos interesses, iguais nas intenções e atitudes, iguais nos gestos intencionais. Tipo, se mexer comigo, conto seus podres. Então é melhor colocarmos panos quentes sobre isso, se não jogo “cáca” no ventilador. E então são produzidas medidas contemplativas, pacificadoras, para que em meio aos caos instalado no país, “todos” possam sair ilesos e limpos, impolutos, imaculados, com suas reputações ilibadas de determinadas situações ridículas, em que todos se acobertam e se protegem.
Vimos ontem claramente para quem assistiu ao julgamento sobre a liminar do probo, do honesto, do virtuoso, do incorruptível Renan Calheiro, onde que foi um verdadeiro espetáculo circense, sem quere ofender o circo, que só nos traz alegrias e felicidades, faz-nos recordar a nossa infância. Assistimos a produção de excrementos, de verborragias indecentes e falaciosas que burlam a incoerência daqueles que deveriam manter a coerência e honestidade intelectual. Será que eles acreditam naquilo que produziram? E todos eles saíram rindo da cara de todos nós.
Estamos perdidos, como sempre tivemos, nas mãos e nas decisões daqueles a quem delegamos o direito de nos representar. Que moral o presidente tem de pedir a compreensão e esforço de nós, com relação à medida que irão mexer com as aposentadorias da população, se ele se aposentou aos 50 anos? Que moral tem esse governo de mudar as regras de um jogo em andamento, para pedir sacrifícios, mas que em seus ganhos nada mudará, não farão esforços e nem sacrifícios. Os exemplos não deveriam vir de cima para baixo?
Terminando esse artigo, ainda diante das diversas constatações, pode-se tirar algumas conclusões. Vejamos então. Se um mortal, pobre, miserável comete um furto em um supermercado, de uma lata de leite para dar ao seu filho que está com fome, é preso e vai parar na cadeia, e fica lá por vários meses. Mas se um político, uma autoridade qualquer rouba milhões, bilhões da nação brasileira, e por um acordo de delação vai cumprir em casa, na sua suntuosa mansão, com grande parte do roubo e uma tornozeleira. Exemplos disto têm aos montes. Réus que foram julgados a 120, 130 anos de reclusão, acabam se transformando em quatro anos, com dois em regime fechado e o resto em regime aberto, com tornozeleira, e desfrutando do dinheiro roubado. Será que vale a pena roubar nesse país, com tanto que roube muito, muito mesmo. Pois se roubar pouco... esse está perdido.
Que país é esse? Que autoridades são essas? Que STF é esse? Que políticos são esses que, temos a coragem de colocar nas mãos sujas e emporcalhadas deles as nossas vidas?
Enquanto não mudarmos nossos pensamentos, sofreremos cada vez mais, vendo nossas vidas sendo piorada nas mãos assassinas deles.
 
 
 
 

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13/11/2017 A ARTE POLÊMICA
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