Aracaju, 22 de Novembro de 2017
O MOSQUITO A POLITICAGEM E A FRUSTRAÇÃO


Lendo os jornais e vendo os noticiários, tive esclarecida uma dúvida dos últimos tempos: ainda estávamos sofrendo um surto de dengue, chikungunya e zika vírus (e microcefalia), transmitido pelo mosquito aedes aegypti. O fato de o assunto ter deixado de ser uma das pautas principais dos noticiários me fez ter a esperança de que talvez as coisas haviam melhorado. Lêdo engano!

 

Mas e aí? Pensei, o que poderia fazer para além de evitar focos de mosquito na minha residência e tentar ajudar na sensibilização do máximo de pessoas. Pois, vencer esse mosquito depende de simples atitudes, mas que são tão difíceis de serem tomadas por muitos de nós.

 

Então me surgiu uma ideia bem simples, mas que passei a reconhecer sua grande importância após ler um livro chamado, “Bem vindo ao Clube: Como o poder dos grupos pode transformar o mundo”, de Tina Rosemberg.
 

Nesse livro a autora nos mostra como a pressão dos colegas pode ser uma força esmagadora para o bem. Examinando um fenômeno que inspirou e inspira pessoas no mundo todo a gerar mudanças sociais onde outros métodos falharam, trazendo exemplos brilhantes de como a mobilização de pessoas comuns (de pares) em torno de um propósito semelhante foi mais eficaz que campanhas institucionais e orientações de autoridades e notáveis.

 

Foi assim que tive a ideia de convidar nossa vizinhança para realizar uma ação de sensibilização entre vizinhos e moradores do bairro. Buscaríamos folhetos e materiais informativos na Secretaria de Saúde e visitaríamos as circunvizinhanças conversando com nossos semelhantes sobre a importância de realizarmos as ações básicas para livrar a comunidade do mosquito aedes.

 

Não havia o que dar errado! Certamente o poder público iria achar o máximo ter um reforço em seu trabalho de vigilância epidemiológica sem nenhum custo. Porém, o primeiro obstáculo surgiu de onde menos se imaginava: do próprio poder público!

 

Por volta do dia 24 de janeiro deste ano, fui à Secretaria Municipal de Saúde, no Núcleo de Vigilância Epidemiológica, local indicado onde conseguiria folhetos e cartazes da campanha de combate ao mosquito aedes. Lá, a servidora do setor me mostrou uma pilha de pacotes dos folhetos os quais necessitávamos. Porém, havia um problema: no canto inferior esquerdo dos folhetos existia uma minúscula logomarca da gestão passada, e não haviam sido confeccionados novos folhetos.

Por isso, a servidora informou que precisaria consultar a chefia do setor ou algum superior para saber se poderia liberar aquele material. Fiquei incomodado com o fato de uma minúscula logomarca poder inviabilizar a proposta de ajudar a nossa comunidade e contribuir com a saúde pública, mas guardei a esperança de que o bom senso venceria a politicagem.

 

Entretanto, para minha infeliz surpresa, ao entrar em contato telefônico com a Secretaria e o Setor de Vigilância Epidemiológica, no dia de hoje, a fim de receber a resposta sobre a liberação dos panfletos, inicialmente ouvi que não existiam tais panfletos. Após contestar e esclarecer que pessoalmente os vi empilhados no chão do setor e,  inclusive, trazendo comigo um exemplar, a funcionária, após se reportar a alguém que estava próximo, respondeu que não poderiam liberar os panfletos com a marca da gestão anterior.

 

Daí me veio a frustração e ao mesmo tempo a indignação, em ver como a politicagem se sobressai aos interesses da população!

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13/11/2017 A ARTE POLÊMICA
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