Aracaju, 23 de Janeiro de 2017
Plano Nacional de Segurança Pública chega a Aracaju em fevereiro: veja o que dizem especialistas


O governo federal promete para fevereiro, em Aracaju (prometeu para dezembro, janeiro, e não cumpriu), a implementação do Plano Nacional de Segurança Pública.

Veja o que disseram especialistas à DW:

"Ampliar vagas e construir presídios sem pensar em reformar todo o sistema de Justiça é ineficaz. Esses planos sempre apresentam objetivos ambiciosos, mas não passam de cartas de intenção. É mais do mesmo", afirma Pedro Bodê, coordenador do Grupo de Estudos da Violência da Universidade Federal do Paraná. "Claro que alocar mais recursos para a segurança é positivo, mas os estados já gastam bastante na área e não conseguem ser eficientes. Não é uma questão quantitativa, mas qualitativa. Planos mais ambiciosos como as UPPs no Rio de Janeiro fracassaram."

"Ampliar vagas e construir presídios sem pensar em reformar todo o sistema de Justiça é ineficaz. Esses planos sempre apresentam objetivos ambiciosos, mas não passam de cartas de intenção. É mais do mesmo", afirma Pedro Bodê, coordenador do Grupo de Estudos da Violência da Universidade Federal do Paraná. "Claro que alocar mais recursos para a segurança é positivo, mas os estados já gastam bastante na área e não conseguem ser eficientes. Não é uma questão quantitativa, mas qualitativa. Planos mais ambiciosos como as UPPs no Rio de Janeiro fracassaram."

O especialista também duvida da força do governo Temer para implementar o plano. "Se governos como o de Dilma e Lula fracassaram nessa área, por que um governo encarado como provisório, que tem problemas de legitimidade, vai ser bem-sucedido?", questiona.

Para Juana Kweitel, diretora-executiva da ONG de direitos humanos Conectas, o plano do governo Temer também falha ao não apresentar uma nova abordagem para o problema do encarceramento em massa provocado pelo combate ao tráfico.

"O ministro apresentou tudo isso como uma nova filosofia, mas não há nada inovador. Não foi falado de soluções novas para a falida 'guerra às drogas', uma das causas da explosão do sistema carcerário. A principal medida parece ser a construção de novos presídios", critica.

"Também se falou da criação de um laboratório nacional, mas não se discutiu retirar os institutos médicos legais da alçada das secretarias de segurança, tornando-os independentes, o que poderia ajudar a combater a ocultação de violência policial", conclui.

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